Review - Control: o 'Arquivo X' dos videogames que você precisa jogar
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Uma agência secreta, objetos do cotidiano com poderes impossíveis e um prédio que muda de forma: o clássico da Remedy é mistério puro — e envelheceu como vinho.
Imagine cruzar a paranoia de Arquivo X (X-Files) com o pesadelo burocrático de um órgão público — e transformar isso em um dos jogos mais estilosos da geração. Esse é Control, lançado em 2019 pela Remedy Entertainment (mesma casa de Max Payne e Alan Wake) e disponível hoje para PS4, PS5, Xbox, Switch e PC, geralmente por preços camaradas na versão Ultimate Edition, que inclui todas as expansões.
A história fisga desde o primeiro minuto: Jesse Faden entra na Casa Imemorial, sede do Departamento Federal de Controle (o 'FBC'), uma agência secreta do governo americano que investiga fenômenos paranormais e, em questão de minutos, o diretor da agência está morto e ela é 'escolhida' para o cargo por uma arma sobrenatural que muda de forma. Dali em diante, Jesse precisa retomar o prédio invadido por uma entidade chamada Hiss, enquanto procura o irmão desaparecido e desvenda o que a agência esconde há décadas.
O que torna o jogo irresistível para qualquer fã de mistério são os Itens Alterados e Objetos de Poder: coisas absolutamente banais um telefone vermelho, uma geladeira, um pato de borracha, um televisor, que ganharam propriedades impossíveis porque muita gente acreditou nelas, através de lendas urbanas e rituais coletivos. Cada item vem documentado em relatórios censurados, com tarjas pretas e carimbos de 'confidencial', no melhor estilo dos arquivos secretos reais que governos liberam de tempos em tempos, como os documentos sobre OVNIs que os EUA vêm desclassificando. A sensação constante é a mesma de Arquivo X: 'a verdade está lá fora'... só que engavetada em algum porão do governo.
E não é só clima: a ambientação bebe direto de casos e obsessões do mundo real, o folclore da internet no estilo SCP Foundation, os experimentos secretos da Guerra Fria, o fascínio por objetos 'amaldiçoados' (quem nunca ouviu falar de uma boneca ou de um espelho assombrado?) e até a estética dos prédios brutalistas de repartições públicas, que aqui viram um labirinto vivo que dobra corredores e reorganiza salas. Tudo embalado por um combate delicioso, em que Jesse arremessa mesas, extintores e pedaços de parede com telecinese enquanto o cenário desmonta em tempo real.
Veredito do Mundo Meta: Control é daqueles jogos que terminam e ficam morando na sua cabeça. Foi indicado a Jogo do Ano no The Game Awards 2019, venceu prêmios de direção de arte e virou cult com justiça e, com a sequência Control Resonant chegando em 24 de setembro de 2026, este é O momento perfeito para conhecer (ou revisitar) essa joia. Vale demais: jogue sem medo, de luz acesa e com fé de que aquele pato de borracha da sua casa é só um pato de borracha.
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Fontes: Remedy Entertainment, The Game Awards 2019, IGN e Metacritic.
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