Mídia física, PS6 e dinheiro: o que a Sony realmente disse nesta semana
Sony recuou do fim da mídia física? Não, e o rumor já foi desmentido
#HARDWARE#QUENTESDOBYTE#GAMES


Se você passou o fim de semana vendo manchetes de que a Sony teria desistido de acabar com a mídia física em 2028, respira: a história é bem mais frágil do que parece.
O boato nasceu de um comentário feito em um podcast do Eurogamer Espanha, relatando conversas de bastidores na Gamescom 2026. Segundo essa versão, a Sony estaria avaliando adiar em um ou dois anos a transição para o catálogo 100% digital, pressionada pelo suposto "Project Helix" da Microsoft, que manteria os discos no centro do próximo Xbox.
O problema é que, do outro lado, gente que estava lá diz o contrário.
Richard Browne, veterano da indústria com passagens por Psygnosis, Sony, THQ e Tencent, publicou em 30 de agosto que não houve absolutamente nenhuma conversa sobre mudança de estratégia da Sony na Gamescom, que todas as publicadoras seguem trabalhando com a orientação de "sem disco" em 2028 e que a Microsoft também deve seguir o mesmo caminho caso lance um console novo. O Push Square, que cobriu o evento de perto, reforçou que não ouviu nada nesse sentido.
E o plano oficial, esse continua exatamente onde estava. Em 1º de julho de 2026, a própria Sony anunciou no PlayStation.Blog que a produção de discos para todos os novos jogos de consoles PlayStation será encerrada a partir de janeiro de 2028 , títulos já lançados não são afetados, e o varejo passa a vender códigos de download. Um mês depois, diante da revolta de parte da comunidade, a diretora financeira Lin Tao afirmou que a empresa entende as críticas, mas que a decisão foi longamente discutida internamente. Ou seja: reconhecimento do barulho, zero sinal de recuo.
O que dá combustível ao boato é o hardware. Se a fabricação de discos acaba em 2028, fica difícil imaginar o PS6 chegando com leitor Blu-ray integrado, raciocínio que a consultoria Ampere Analysis já vinha fazendo, e que leakers como Kepler_L2 vêm alimentando desde o começo do ano.
Atenção, porém: nada disso é oficial. A Sony nunca confirmou especificação alguma do PS6, e rumores anteriores chegaram a apontar um leitor de discos removível, vendido à parte, como no PS5 Slim.
Trate tudo como especulação até que a Sony abra o jogo.
No meio dessa confusão, veio a declaração mais reveladora da semana. Em entrevista ao Wall Street Journal divulgada em 31 de agosto, o CEO da Sony, Hiroki Totoki, disse que a empresa está na segunda metade do ciclo de vida do PS5 e, por isso, não precisa vender o console de forma agressiva hoje,o foco passou a ser a receita recorrente da base que já existe, com mais de 95 milhões de PS5 vendidos até 30 de junho e 125 milhões de usuários ativos mensais no ecossistema PlayStation.
Traduzindo do corporativês: assinatura, loja digital, DLC, moeda virtual e jogos como serviço. E é exatamente esse o motivo pelo qual apostar num recuo da Sony na mídia física parece, no mínimo, otimismo.
Resumo da ópera: até segunda ordem, janeiro de 2028 continua valendo, e a única coisa confirmada é que o PlayStation quer extrair mais de quem já está dentro. Se pintar mudança, a gente conta aqui primeiro.
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