Crise da memória RAM: entenda de forma simples por que o preço explodiu

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6/10/20262 min read

O componente que faz seu PC 'pensar rápido' virou artigo de luxo em 2026 e a culpa é da inteligência artificial.

Antes de tudo, o básico: a memória RAM é a 'mesa de trabalho' do computador. É nela que o sistema guarda, por instantes, tudo o que está em uso, o jogo aberto, as abas do navegador, o Discord rodando ao fundo. Quanto mais RAM (e mais rápida), mais coisas o PC segura ao mesmo tempo sem engasgar. Por isso, quando ela encarece, toda a cadeia de hardware encarece junto.

E encareceu feio. Um módulo DDR4 de 16 GB, que custava entre R$ 220 e R$ 280 no início de 2024, chegou a bater R$ 950 em janeiro de 2026, alta de quase 300% em dois anos. No primeiro trimestre de 2026, segundo dados da TrendForce e da Counterpoint, os preços de DRAM dispararam mais de 90% no mercado global, um dos maiores saltos da história do setor.

O vilão tem nome: inteligência artificial. Gigantes como Microsoft, Google, Meta e OpenAI estão construindo data centers colossais, que consomem quantidades absurdas de memória de alta performance (a famosa HBM). O detalhe é que Samsung, SK Hynix e Micron, que juntas controlam mais de 90% da produção mundial, usam as mesmas fábricas para produzir HBM, DDR4 e DDR5. Resultado: os contratos bilionários de IA passaram na frente, e o varejo ficou com as sobras.

Para piorar, a produção de DDR4 foi descontinuada mais cedo do que o previsto, o que gerou corrida aos últimos estoques, e a transição para tecnologias mais novas (DDR5 e padrões como CUDIMM) encareceu ainda mais a fabricação. É a tempestade perfeita: menos oferta, mais demanda e tecnologia mais cara de produzir.

E as previsões? O mercado projeta preços pressionados ao longo de 2026, com possível estabilização em patamar alto no fim do ano, e queda real apenas em 2027, quando novas fábricas de semicondutores em construção entrarem em operação. Tradução para o gamer: se seu PC ainda dá conta do recado, segure o upgrade; se não dá, pesquise muito, fique de olho em kits promocionais (placa-mãe + CPU + RAM) e no mercado de usados.

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Fontes: TechTudo, Canaltech, Blog KaBuM!, TrendForce e Counterpoint Research.

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