A indústria de games é maior que Hollywood? Os números respondem
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Spoiler: sim , e não é pouco. Os videogames já faturam mais que cinema e música somados.
A pergunta parece provocação de fã, mas a resposta é fria e matemática: sim, a indústria de games é maior que a de Hollywood — com folga. Segundo a consultoria Newzoo, o mercado global de jogos deve movimentar cerca de US$ 188,8 bilhões em 2025, com projeção de ultrapassar US$ 200 bilhões nos próximos anos. O cinema mundial gira em torno de US$ 100 bilhões ao ano, e a indústria da música, na casa dos US$ 30 bilhões. Ou seja: games faturam mais que filmes e música juntos.
Em número de 'clientes', a comparação é ainda mais impressionante: são cerca de 3,6 bilhões de jogadores no planeta, mais da metade da população online mundial. Desses, 3 bilhões jogam no celular, 936 milhões no PC e 645 milhões em consoles (as plataformas se sobrepõem, já que muita gente joga em mais de uma).
A divisão do bolo ajuda a entender o mercado: o mobile responde por cerca de 55% da receita global (US$ 103 bilhões), seguido por consoles (US$ 45,9 bilhões) e PC (US$ 39,9 bilhões). E o modelo de negócio mudou: além da venda do jogo, entram assinaturas (Game Pass, PS Plus), microtransações, passes de batalha e eSports — receita recorrente que o cinema simplesmente não tem.
O Brasil é personagem importante nessa história: somos o maior mercado da América Latina desde 2021, estamos entre os cinco países com mais jogadores no mundo (mais de 100 milhões de brasileiros jogam) e o setor movimentou aproximadamente R$ 12,7 bilhões por aqui em 2025.
E a influência cultural fecha o ciclo: adaptações como The Last of Us, Fallout e o filme do Mario provam que hoje é Hollywood que corre atrás dos games, e não o contrário. O videogame deixou de ser 'entretenimento menor' faz tempo; agora, é o motor da economia do entretenimento.
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Fontes: Newzoo (Global Games Market Report), Meio & Mensagem, Pesquisa Game Brasil e Exame.
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